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Iyá Oxum é a insubmissão aos padrões

  • Foto do escritor: Vanessa Orewá
    Vanessa Orewá
  • 14 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura



Você já se sentiu alguma vez fora do padrão?


Existem em nossa sociedade, padrões que se configuram em violência e se desdobra em genocídio pois, vai devorando até aniquilar, nossa verdadeira beleza. Na Diáspora Africana, Iyá Oxum, em variadas narrativas, ganha um status da senhora que acolhe. Também é percebida como doce, sensual, amorosa, delicada a dona das joias. Outras narrativas ressaltam a fecundidade, o poder feminino da criação. Existem ainda aquelas associadas ao poder da continuidade, sendo ela o supremo poder da vida. 


Quando recebe seu título de Iyalodê, Iyá Oxum é vista como a mulher diplomática, aquela que articula-se em caminhos políticos e burocráticos. Ainda é a dona das panelas nos itans de feitiço. Com Yemanjá ela domina as subjetividades e o mundo onírico, com Oyá ela guerreia utilizando-se de estratégias. O processo de inovação é co-criação de Oxum e Oxaguiã. Sendo seu domínio a inovação, lá está ela nas tecnologias, pois ao estar ligada à produção subjetiva e criativa, Iyá Oxum possibilita, junto com Ogum as inovações tecnológicas.   


 Iyá Oxum é a descolonização do pensamento, traduzido em pequenos gestos de desconstrução de padrões. É a própria descolonização do ser. O poder ancestral da novidade, que junto com Exú apresenta sempre uma nova possibilidade. Em sua pluriversalidade, Iyá Oxum, aponta um novo projeto de sociedade, sendo ela a própria destituição de um logos que racionaliza nossa existência.


Aqui é sobre poder ser quem se é! 

 
 
 

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Compondo Arte e Ciência fundamentada em saberes, fazeres e sentires das relações afro-indígenas.

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